Robério Barreto Santos, Nascido em 20 de fevereiro de 1981 na cidade de Itabaiana. Professor, jornalista, cineasta, fotografo, romancista, pesquisador e criador da revista OMNIA, editada mensalmente. Criador do canal O cangaço na literatura e ocupa a cadeira 15 da academia Itabaianense de letras, cujo patrono é João Teixeira Lobo.

1 – Como se iniciou sua paixão por escrever?

Desde minha infância, até quando eu sequer sabia ler já enchia a paciência de minhas primas para que lessem pra mim. Ler é vida, é permitir que viajemos sem sair do lugar e com isso vamos aprendendo aos poucos. Não existe escritor sem leitura; leitura de mundo, leitura de clássicos, leitura de alma. Temos que absorver conhecimento para poder expor em forma de palavras. Pensando nisso que aos 12 anos escrevi meu primeiro livro e desde então já são 52 (14 publicados).

2 – Fale um pouco sobre suas outras paixões como a fotografia e a filmagem.

Em 1993 ganhei minha primeira câmera. Comecei fotografando os amigos na escola, natureza, ruas. Sempre nutri amor pela história da fotografia e pesquisa histórica com retratos antigos e antigos fotógrafos. Em 2005 aquela brincadeira de fotografar ficou mais séria quando entrei para a Revista Perfil, onde além de colunista eu era fotógrafo. Fiz várias exposições, dei aula de fotografia (ainda leciono), publiquei 4 livros sobre o tema e tenho muito pela frente. Filmagem é consequência do trabalho executado com as fotografias. Sempre fui curioso pra saber como se faz um filme, aí em 2005 fiz meu primeiro documentário usando a câmera que ganhei da Perfil e de lá pra cá são mais de 500 produções. Hoje tenho o canal O Cangaço na Literatura e uma produtora de documentários.

Silvio Bulhões, filho de Corisco e Dadá sendo entrevistado em Maceió-AL.

3 – O que te motivou a investir nesse trabalho de pesquisa sobre o cangaço e o surgimento do canal?

Trabalho com Cangaço há 20 anos. No começo era apenas uma curiosidade que foi crescendo com a publicação de artigos, recolhimento de fotografias raras e livros. Com o tempo eu quis deixar de ser leitor e passei a ser escritor do Cangaço, também pesquisador. Pensando neste ponto, comecei produzindo em 2014 vídeos onde eu poderia ir com o livro de outro autor conferir o local citado nele, muitas vezes nem Foto tinha na obra, mas eu precisava ir filmar correções, debates e assim criamos o canal que acabou em 2014 mesmo e retornou com tudo em 2017 e continua firme até o exato momento.

4 – Ao ver seus vídeos posso notar a presença de uma acervo incrível de fotos e objetos tanto do cangaço como de outros fatos históricos. Como você construiu esse acervo, e poderia citar alguns objetos que sejam especiais para você?

Recebo muitas doações e encontro até no lixo muitas fotos e objetos. Meu acervo hoje de fotos raras, originais e inéditas passam das 150, venho digitalizando e construindo álbuns digitais para venda e ajuda ao canal. Dos itens que mais gosto tenho uma Foto original e inédita do bando de Lampião em terra itabaianense, uma raridade. Tenho a cápsula que matou o Zé Nogueira na Serra Vermelha e também tenho o Punhal do Volta Seca. Meu acervo virará museu um dia, o Museu do Cangaço.

Francine Maria, multi-instrumentista e cantora mirim em São José do Belmonte-PE.

5 – Fale um pouco sobre o livro Volta Seca.

Escrever o Volta Seca foi um grande desafio, levando em conta que pouca coisa havia no mercado sobre ele. Sempre parcas citações, alguns artigos e muita informação errada. Comecei a entrevistar autores, coletar jornais e um dia resolvi biografar ele. Demorei 10 anos pesquisando e estamos já na segunda edição do livro As Quatro Vidas de Volta Seca.

6 – Há projetos de novos livros?

Além dos inéditos que já tenho escritos, tenho dois projetos de livros para os próximos anos: Zé Baiano e Juriti. Ambos serão biografados, espero que eu consiga informações suficiente. Também pretendo publicar o terceiro álbum de fotografias raras (os outros 2 já foram publicados).

Jessier Quirino, poeta e matuto em Itabaiana-PB.

7 – Qual os planos para o futuro?

Em 2019 pretendo abrir uma produtora mais profissional de filmes para poder transformar em curta/metragem fatos marcantes do Cangaço; também pretendo abrir a loja do canal para venda de produtos e por fim vamos até a França gravar sobre o “Cangaço” que atuou por lá de alguma forma.

Acesse:

Canal O cangaço na literatura: https://www.youtube.com/channel/UCCW4a4XvhekadUvjGbgYYbw

Facebook:

https://www.facebook.com/roberio.santos

https://www.facebook.com/OCangacoNaLiteratura/


2 comentários

Antônio Carlos · 15 de outubro de 2018 às 16:08

Boa tarde a todos.

Sinceramente, no início quando conheci o canal do Roberio no YouTube, achei ser um cara imparcial, que contava a história do jeito que ela é. Porém, acompanhando as páginas no Facebook e muitas atitudes deste “garoto” vejo, que comentário que o questionam (ele apaga e bloqueia). Comentários elogiando, ele mantém, parece precisar de alimentar o seu ego.

Inventa histórias, como a de hoje (15-10) no Facebook, onde relata que alguém o teria dito que em 1º de janeiro seu canal acabaria, fazendo alusão à posse da presidência por Bolsonaro e que ele iria acabar com o canal (?!?!?!?) WTF?
Está precisando de dinheiro, de LIKES, de compartilhamentos, de Views? Continue trabalhando e pare de falar mal dos comanditados de direita que irão governar o país.

Misturou a cultura do Cangaço, com a política atual, me retirei do canal.

Grande abraço
Att,
Antônio Carlos Santos

Gilmar Teixeira Santos · 19 de outubro de 2018 às 09:31

Parabéns ao site pela excelente entrevista com o jornalista e escritor Robério Santos, hoje um dos mais importantes e sérios pesquisadores da temática cangaço, é importante a divulgação dos seus cidadãos que transmitem conhecimentos e saber e que leva o nome de Itabaiana além das fronteiras locais, fica meu abraço ao povo itabaianense que tem Robério Santos, uma figura de relevo nacional, morando nesta terra querida!

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